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Mostrando postagens de outubro, 2017

Infâncias e produção do fracasso escolar

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Após a discussão do livro " Sobrevivência dos Vaga-Lumes", de Huberman , tivemos a oportunidade de refletir sobre nosso papel de pesquisadores/educadores, como promotores de resistências na sociedade e principalmente no âmbito do cotidiano escolar, por isso a partir de novas leituras realizadas em nossas aulas, a turma 1 do mestrado em educação na modalidade profissional, considerou pertinente discutir aqui as questões relativas a infância e à produção do fracasso escolar. O debate será realizado a partir do documentário “A invenção da infância” de direção Liliana Silzbach, produzido no ano 2000, e das leituras de Freitas (2006) e Patto (2015). O documentário “A invenção da invenção” é uma perfeita ilustração do que Freitas (2006) chama de “infância desrealizada”, caso no qual estamos diante de uma infância construída pelo abandono, desproteção e independência da tutela do adulto, gerando como consequência na maioria dos casos um estigma no ambiente escolar. No outro ext...

Relatório de fechamento da discussão do livro "Sobrevivência dos vaga-lumes" de Didi-Huberman

Partindo da discussão realizada no blog “Pirilampos pela Ufes” da turma de Mestrado em Educação, na modalidade Profissional, iniciativa da disciplina Grupo Integrador, e das análises e contribuições das leituras propostas pelas disciplinas do primeiro semestre, várias foram as colaborações dos alunos. Como consequência dessas reflexões, surgiu a vontade da turma em ler trechos do livro “Sobrevivência dos vaga-lumes”  de Didi Huberman, o que caracterizou a escolha do nome do blog.   O desenvolvimento das ideias sobre o que seria a sobrevivência dos vaga-lumes, abordagens extraídas do livro, nos levou a fazer outros questionamentos sobre o papel social que desempenhamos quanto a formação humana, de cidadãos críticos, inseridos numa sociedade diversa e adversa.  Foi se apropriando dessa imagem de vaga-lumes que os componentes deste blog, trouxeram suas manifestações relacionando-as com suas práticas, experiências e vivências educativas, sociais, culturais e políticas....

Sobrevivências... Enredando à vida pulsante (Ana Cláudia)

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“Há sem dúvida motivos para ser pessimista, contudo é tão mais necessário abrir os olhos na noite, se deslocar sem descanso, voltar a procurar os vaga-lumes” (p.49). Para ampliar a potente discussão proposta pelos Pirilampos, penso que sobreviver à escuridão é desterritorializar o pensamento, permitir-se mergulhar nos movimentos da vida que pulsa, uma abertura à multiplicidade. Compondo com a leitura do II capítulo do livro “Sobrevivência dos vagalumes”, veio à memória o conceito de " Rizoma " de  Deleuze e Guattari (1995) .  O rizoma é aliança, é o que está entre, conexão. Não é excludente, o “bom e o mau” é rizoma, as linhas duras, mas também as linhas moleculares, flexíveis, juntamente com as linhas de fuga e as rupturas. O plano da vida não é determinado por uma coisa ou por outra, mas sim enredado por tantos agenciamentos coletivos que nos atravessam. Nesse sentido, usamos o conectivo “e”: afetos e desafetos, luz e escuridão, macro e micropolíticas, le...
Diante da reflexão do Capítulo II sobre a sobrevivência dos vagalumes, trago um vídeo clip da música "Estudo Errado" do Gabriel O pensandor e também da música "Auto-Reverse", interpretada pelo grupo O Rappa. ESTUDO ERRADO - GABRIEL O PENSADOR   AUTO-REVERSE - O RAPPA Muitas vezes, em nosso fazer escolar, acabamos por viver em certas "escuridões" de problemas, acomodações ou situações que nos levam a ofuscar a luz de nossos alunos. Reflito sobre a nossa função social quanto formadores de cidadãos pensantes, na garantia da sobrevivência desses pirilampos. "Somos luzes que faíscam no caos..." Jéssica Cremonini Caprini

Que nossa luz nunca se apague. Somos todos pirilampos!

Que nossa luz nunca se apague. Somos todos pirilampos.

Sobrevivência dos Vaga-Lumes [Cap. II]

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O livro proposto aborda uma reflexão extremamente interessante quando compara a luminosidade liberada pelos vaga-lumes – que inspiraram a obra – com a luz que o pensamento crítico representa. A escuridão observada pelo jovem Pier Paolo Pasolini, em 1941 e os lampejos emanados por esse singular inseto, outrora sem “holofotes”, nos fazem repensar nossas concepções sobre o cenário atual - envolvendo-se todos os segmentos da esfera social. Através do cenário político vivenciado durante sua vida, Pasolini, através de ricas metáforas produz um material que brinca com a luz e a escuridão, situando-as no espaço de descobertas e redescobertas quanto ao período histórico do contexto.  No Capítulo II, propositalmente intitulado “Sobrevivências” é questionado se os vaga-lumes realmente desapareceram... Seria nossa culpa? Não mais procurar ver a luz e, em caso de seu desaparecimento, procurá-la incansavelmente até obter novamente seu favor de clarão? Como podemos transpor essa metáfora para ...

A imagem fala por si só

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Sobrevivência dos Vaga-Lumes [Cap. I]

Sobre Sobrevivência dos Vaga-Lumes, de Huberman, Cap.I, Infernos? - Estamos diante do Inferno dantesco, Pasolini? Ou, de que luz estamos falando, da grande Luz do Paraíso que se expandirá por toda a parte ou das luzes do inferno, fracamente reproduzidas na treva, pelos conselheiros pérfidos, os políticos desonestos, tal qual pequenos vaga-lumes, segundo a obra a Divina Comédia, de Dante Alighieri? Neste caso, Pasolini, cineasta italiano, a partir da releitura desta obra, descreve a sua trajetória histórica, desde a sua juventude, aos 19 anos, quando era estudante da Faculdade de Letras, em Bolonha, e como vaga-lume, pirilampava ao encontro de outros vaga-lumes, visando resgatar sua inocência cultural, mesmo mediante o fascismo imperioso, durante a 2ª Guerra Mundial. Pasolini descreve suas reflexões, de 1941 a 1975, percebendo um processo político-histórico-social de inversão de valores humanos, tomando por base a obra de Dante Alighieri, onde a Luz do Paraíso passa a ser tomada pelos ...