Diante da reflexão do Capítulo II sobre a sobrevivência dos vagalumes, trago um vídeo clip da música "Estudo Errado" do Gabriel O pensandor e também da música "Auto-Reverse", interpretada pelo grupo O Rappa.




Muitas vezes, em nosso fazer escolar, acabamos por viver em certas "escuridões" de problemas, acomodações ou situações que nos levam a ofuscar a luz de nossos alunos. Reflito sobre a nossa função social quanto formadores de cidadãos pensantes, na garantia da sobrevivência desses pirilampos.
"Somos luzes que faíscam no caos..."
Jéssica Cremonini Caprini




Comentários

  1. Excelentes músicas!
    Gabriel O pensador diz:
    "Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
    Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
    Decoreba: esse é o método de ensino
    Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino"
    Isso me faz refletir: será que estou proporcionando uma aprendizagem significativa para os alunos? Estou ajudando a formar cidadãos críticos reflexivos? O que posso fazer para melhorar a minha prática?
    Acredito que um dos passos é partir sempre do conhecimento de vida que o aluno tem, pois ensinar sem levar em conta o que a criança já sabe, é um esforço vão, visto que o novo conhecimento não tem onde se ancorar.
    Há quem culpe o fracasso escolar apenas à falta de disposição do aluno em aprender, esquecendo que o professor é o mediador responsável em criar os momentos com potencial de possibilitar a construção do conhecimento.

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  2. O livro proposto nos permite fazer uma analogia da luminosidade produzida pelos vaga-lumes com a luz de uma ideia que emana a (auto) formação de cidadãos críticos e propositivos no contexto de suas responsabilidades individuais e coletivas na construção de um mundo mais justo e democrático.
    A escuridão nos arremete a atual conjuntura do cenário político, social e que nos fazem a repensar, ressignificar o papel que exercemos enquanto cidadãos.
    É importante refletirmos sobre o nosso papel social na formação de cidadãos conscientes, críticos não deixando assim que a luz da esperança enfraqueça e caia no desuso.
    “É preciso cerca de cinco mil vaga-lumes para produzir uma luz equivalente à de uma única vela” (DIDI-HUBERMAN, 2011, p.52), nesse sentido, em paralelo à reflexão acerca do livro, pensamos a escola enquanto espaço democrático possibilita a participação do indivíduo na construção da sociedade a partir das interações entre estes. Dentro do contexto democrático possível de ser construído, a rede de indivíduos assume a responsabilidade por nutrir uma atmosfera de ideias, o que lhe confere a sua vitalidade.
    Assim, a luz produzida por cinco mil vaga-lumes é igual a uma atmosfera de ideias produzidas pelas interações entre indivíduos.
    O capítulo II intitulado como “Sobrevivente” traduz os desejos, os anseios, as lutas por mudanças no mundo em que vivemos.
    Que não deixemos ser ofuscada a luz que temos dentro de nós.
    Somos vaga-lumes!
    DIDI-HUBERMAN, Georges. Sobrevivência dos vaga-lumes. Tradução: Vera Casa Nova e Márcia Arbex. Belo Horizonte, UFMG, 2011.

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    1. Jéssica, excelente associação! E Mariana, não sou professora, mas acredito que não apenas na docência mas na vida de cada ser enquanto indivíduo social o primeiro passo é questionar-se constantemente. E esse passo você está dando! Questionar sua prática visando aperfeiçoa-la é fundamental. Como Paulo Freire destaca em "Pedagogia da Autonomia", somos seres inacabados, em constante aprendizado. Freire também ressalta a necessidade de conhecer e respeitar a realidade e o conhecimento prévio dos educandos, e trazer para a prática docente essa realidade, aproximando-os e também fazendo com que você, enquanto docente, se aproxime deles, num movimento constante e contínuo de aprendizado.
      Estou aprendendo muito com esse intercâmbio de conhecimentos! Obrigada pelas experiências enriquecedoras que com certeza irão aprimorar minha prática enquanto servidora!

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