A Produção do Fracasso Escolar


Comentários

  1. A imagem mostra a escola servindo à produção do fracasso através da reprodução ideológica. Esse deveria ser o lugar de promoção da emancipação do sujeito por meio de uma efetiva práxis pedagógica.

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. A imagem percolou em mim algumas questões que me inquietam, preciso, por isso, comentar.
    O que é a excelência educativa? Na imagem, responder ao que se pede de acordo com a lógica cartesiana seria alcançar a excelência? "O que sabe quem erra?" Que movimentos mobilizam o aprender? Que processos fazem vibrar o pensamento? Por que estudantes devem aprender o que estamos ensinando? O "fracasso escolar", é um problema do aprender ou do ensinar? Ou seriam resistências de ambas as partes diante de um modelo que não produz mais sentido? Seríamos nós "reprodutores de saberes" e de modelos autoritários? Ou estamos apostando em aprendizagens inventivas que dialogam com as diferenças e os possíveis de serfazer escolas???

    ResponderExcluir
  4. As discussões da produção do fracasso escolar (reprodução do saber, educação bancária) articulam-se aos debates realizados nas aulas de Políticas sobre a Avaliação Educacional. SOUSA (2014) em seu texto "Concepções de qualidade da educação básica forjadas por meio de avaliações em larga escala" afirma que os critérios de avaliação não são dissociados das posições, crenças e visões de mundo de quem os concebe, sendo assim, não há neutralidade nas práticas avaliativas.
    É necessário buscar propostas de avaliação que entendam que qualidade não se limita aos resultados obtidos pelas provas aplicadas por meio de avaliações em larga escala, pelo contrário, precisamos pensar em avaliação processual, crítica, investigativa, que seja de fato para a democratização do ensino.

    ResponderExcluir
  5. Sim, nesta mesma direção, aproximando das discussões que tivemos e que ainda teremos nas disciplinas, Esteban (2012) questiona a avaliação enquanto exame para aferir o desempenho dos alunos, voltada para atender os interesses hegemônicos das políticas neoliberais que quantificam o progresso pelos resultados obtidos. Para ela, a avaliação precisa articular-se aos diversos contextos em que os processos de aprendizagem e os sujeitos se relacionam, entendendo a avaliação como processos de investigação e o “erro” como possibilidades de tentativas.
    Concordo, também, com o que Ana coloca sobre, "pensar em avaliação processual, crítica, investigativa". De fato, é preciso enxergar a avaliação como processo cotidiano, que acredita na diferença como potência de vida diante da maré homogeneizante das modelagens. E que se construa radicalmente democrática, coletiva, inclusiva, que permita-se enveredar por caminhos nunca "dantes navegados", ousar, arriscar, também ao avaliar, ao se avaliar, ao ser avaliado, avaliando...

    ResponderExcluir
  6. Nesse mesmo sentido de discussão, Philippe Meirieu discorre em sua obra "A pedagogia entre o dizer e o fazer: a coragem de recomeçar" que determinados posicionamentos pedagógicos atuam como um complô contra a infância, ao conceber a aprendizagem e as práticas escolares de forma mecanizada e desprovida de um olhar mais atento sobre o outro e suas especificidades educacionais, reprimindo qualquer tentativa de emancipação do sujeito. Novamente vejo a reflexão contínua sobre a prática, acompanhada de uma visão crítica e disposta à mudança, emergir como uma necessária postura da prática docente.

    ResponderExcluir
  7. “A árvore que não dá frutos
    É xingada de estéril.
    Quem examina o solo?

    O galho que quebra
    É xingado de podre, mas
    Não haveria neve sobre ele?

    Do rio que tudo arrasta
    Se diz que é violento,
    Ninguém diz violentas
    As margens que o cerceiam”
    (Bertolt Brecht)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Jéssica, esse poema é o verbete da produção do fracasso escolar, pois ele faz uma análise da necessidade de se levar em conta as verdadeiras raízes do fracasso. Um problema que não será solucionado enquanto não se tomarem medidas que levem em consideração o problema central, a desigualdade social. Enquanto isso qualquer tentativa produzirá resultados pouco significativos.

      Excluir
  8. Reflexões muito potentes nos impactaram sobre a "reprodução do fracasso escolar". Quantas práticas realizadas cotidianamente favorecem desapercebidamente o fracasso escolar dos alunos?
    O que mais me chamou atenção em todo o contexto estudado, foi o quanto a subjetividade dos sujeitos influencia seu desempenho escolar. Isso está intrinsecamente ligado aos processos históricos de relações sociais injustas as quais foram e continuam sendo submetidos. Considero que a Educação sozinha não os fará superar tamanha desigualdade, mas a Educação aliada a políticas públicas, ações afirmativas, consciência de classes... poderá mover os sujeitos a romper, rumo a uma nova história.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A quem interessa o Paebes?

Relatório de fechamento da discussão do livro "Sobrevivência dos vaga-lumes" de Didi-Huberman